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Pesquisa identifica diferença de até 847% nos preços de medicamentos genéricos em Presidente Prudente

Fundação Procon-SP fez o levantamento em sete drogarias.

Por: ifronteira.com
07/07/2026 às 16:08
A pesquisa constatou que, em média, os medicamentos genéricos são 62,42% mais baratos do que os de referência, na comparação entre produtos de mesma apresentação |
A pesquisa constatou que, em média, os medicamentos genéricos são 62,42% mais baratos do que os de referência, na comparação entre produtos de mesma apresentação | Foto: TV Fronteira

Uma pesquisa realizada pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP) constatou uma diferença de até 847,79% nos preços de medicamentos genéricos comercializados em drogarias em Presidente Prudente (SP).

De acordo com os resultados divulgados nesta terça-feira (7), o levantamento encontrou o citrato de sildenafila (50mg – 4 comprimidos) entre R$ 2,49 e R$ 23,60, o que representa uma diferença, em valor absoluto, de R$ 21,11 e um preço médio de R$ 12,46.

Já entre os medicamentos de referência, a maior diferença encontrada foi de 86,93% no Synthroid (levotiroxina) – Abbot (100mg – 30 comprimidos), que ficou entre R$ 29,15 e R$ 54,49, uma média de R$ 45,43. Em valor absoluto, a diferença foi de R$ 25,34.

A pesquisa constatou que, em média, os medicamentos genéricos são 62,42% mais baratos do que os de referência, na comparação entre produtos de mesma apresentação.

 

 

A pesquisa envolveu sete drogarias em Presidente Prudente. Foram pesquisados 70 medicamentos (35 de referência e 34 genéricos) e 1 soro para curativos.

Com base na diversidade de política de preços adotada pelos diversos estabelecimentos e para que fosse possível a comparação, a Fundação Procon-SP definiu os seguintes parâmetros para a pesquisa:

  • levantar, pessoalmente, os preços em farmácia/drogaria (loja física), de médio e grande portes, escolhidas aleatoriamente;
  • pesquisar somente o medicamento de referência e o genérico de menor preço (com a mesma apresentação, independente do laboratório) encontrados no estabelecimento no dia da coleta;
  • utilizar como critério o “preço com desconto máximo para o cliente comum”, independe da exigência de cadastro do consumidor. Entendendo-se como cliente comum aquele que não possui nenhuma condição especial (aposentado, empresas, planos de saúde conveniados etc.); e
  • não considerar os descontos vinculados ao Programa Farmácia Popular.

 

A Fundação Procon-SP frisou que os preços dos remédios necessitam de aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e os reajustes ocorrem anualmente.

A Resolução nº 5, da CMED, que dispõe sobre a forma de definição do Preço do Fabricante (PF) e do Preço Máximo ao Consumidor (PMC) dos medicamentos em 30 de março de 2026, estabelece a forma de apresentação do Relatório de Comercialização, disciplina a publicidade dos preços dos produtos farmacêuticos e define as margens de comercialização desses itens.

 

Entre os fatores determinantes de preço neste segmento do mercado, a Fundação Procon-SP destacou que:

  • a aplicação de descontos pode variar de acordo com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja e condições comerciais de compra;
  • em algumas drogarias de rede, há políticas comerciais diferentes para cada canal de venda (loja física, telefone e site – loja virtual); e
  • há redes que são regidas pelo sistema de franquia, não havendo necessariamente uma política única de preços entre os franqueados.

 

Antes de uma criteriosa pesquisa de preço, é interessante que o consumidor consulte a lista de Preços Máximos (PMC) dos medicamentos, disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A consulta também pode ser efetuada nas listas de preços que devem estar disponíveis ao consumidor nas unidades do comércio varejista, ou seja, nas farmácias e drogarias, conforme determina a resolução da CMED.

 

“Munido dessa informação, o consumidor deve comparar os preços dos medicamentos entre os diversos estabelecimentos, como também os da própria rede, já que podem variar significativamente. Na comparação entre preços de medicamentos de referência e genéricos, observa-se que a diferença é grande. Por serem produzidos por diversos laboratórios, os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. Mas é bom lembrar que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias/farmácias. Logo, é essencial a pesquisa de preços sempre aliada à recomendação e prescrição médica”, salientou a Fundação Procon-SP.

 

Orientações básicas ao consumidor:

  • Observe se o número do lote, prazo de validade e data de fabricação que constam na caixa do medicamento são iguais aos marcados nas cartelas ou frascos.
  • Todo medicamento deve possuir o número de registro no Ministério da Saúde.
  • Alguns medicamentos podem ser adquiridos por meio de programas sociais que são oferecidos pelos governos federal, estadual ou municipal, de forma gratuita ou com grandes descontos. Verifique se o medicamento de que necessita se enquadra em algum desses programas.
  • Observe se o estabelecimento trabalha com descontos provenientes de planos e seguros saúde.
  • Verifique se existe algum programa de fidelidade proveniente do laboratório e/ou drogaria.